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10 de mai. de 2010

A reportagem da revista Veja sobre os Jovens Gays

Muita polêmica tem gerado a reportagem sobre jovens gays que a revista Veja traz na capa de sua edição do ultimo domingo. Cuja chamada é: "Ser jovem e gay - A vida sem dramas". A intenção é boa, pois, estar de forma positiva na revista de maior circulação da América Latina é um ganho. Porém, a reportagem têm sérios equívocos jornalísticos que comprometem toda a sua boa intenção.

O primeiro erro e mais gritante é o fato de apenas jovens da classe media terem sido usados como fonte para a matéria. Outro erro é que apenas historias que deram certo ou que estão em vias D é que foram reportadas. Em certos momentos a matéria fica por demais inverossímeis. Temos a impressão de que a homofobia não existe, que é coisa de beesha paranóica.

E derrubar a tese da matéria de que os jovens estão mais tolerantes e que não carregam mais o esteriotipo gay (seja lá o que é isso) é ignorar coisas que aí estão. Para ficar num exemplo básico, o filme "As melhores coisas do mundo" que é retratado dentro da classe A. E o que vimos no longa metragem? A intolerância pura. Outro erro crasso da reportagem é afirmar sem qualquer tipo de dado cientifico de que o bullyng decorrente da homossexualidade está diminuindo.

No filme "As melhores coisas..." Mano, o protagonista apanha de uma turma por que o seu pai é gay. Veja bem, o PAI. No ano passado foi exibido "Profissão Repórter" cujo tema era o bullyng. Durante a gravação do programa um dos personagens se matou. Motivo: era gay e afeminado. E ele tinha apenas 14 anos.

Outro detalhe que chama a atenção e que a reportagem reforça umas três vezes é a questão de que os jovens gays de hoje não vão para boates GLS. Gente, da onde eles tiraram isso? Um final de semana apenas em que os repórteres tivessem se submetido a um bom trabalho de campo não teriam escrito tamanha bobagem. Não precisaria nem entrar nas casas, apenas ficar na porta da Bubu, The Week, Danger e veriam como os jovens repudiam os espaços gays.

Por fim, a matéria da Veja chega a ser higienista. Pois desconsidera as jovens travestis. Se baseia apenas em colégios particulares. Faz um recorte grosseiro que chega a ficar ficcional. E ainda por cima desqualifica o trabalhos das ONGs para os direitos LGBT. E sem contar que gastam apenas duas linhas e meia pra dizer que no Brasil não há leis nacionais e que os homossexuais dependem das jurisprudências, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. E dizem que exigir os direitos é algo fora de moda.

21 de out. de 2008

PERSONALIDADES: Naty Kirley

Esse mês o BloGay entrevistou a única Travesti que trabalha no HPM em Macaé, cuidando de idosos, mostrando para muitos que Travesti é gente, é cidadão.
Fernando que hoje gosta de ser chamado de Naty abriu seu coração ao Grupo Cores da Vida e nos contou sobre preconceito, violência e familia. Mas acima de tudo nos mostrou superação para lutar contra tudo isso e ser uma pessoa feliz!

GCV: Você trabalha em um hospital na cidade de Macaé! Como vc é tratado em seu local de trabalho? Alguma vez sofreu preconceito?
Naty Kirley: sou tratado com falsidade, me elogiam, mas me criticam por trás. É uma pressão psicológica forte, sou observada e testada o tempo todo. Me observam 12 h por dia. Nos úlltimos dias o preconceito e a pressão deles foram tão fortes que queriam me colocar contra a familia do meu paciente, um enfermeiro homossexual disse que se eu continuasse vestido de mulher no HPM eu seria substituida porque os familiares haviam dito isso para ele. Só que isso não passou de intriga deles. Coloquei eles frente a frente e eles sairam como mentirosos. Gosto de esclarecer tudo nos minimos detalhes. A armadilha não funcionou.
Eles tentam me excluir; mas convenci até religiosos a me contratarem porque tenho argumento e experiência para atuar como acompanhante. Vocês não tem noção de como chamo a atenção pelos corredores e refeitório.

GCV: Como ganhou experiência para cuidar de idosos e como entrou no HPM ?
Naty Kirley: Fui indicada por familiares em minha terra natal, Santa Maria Madalena, para cuidar do sogro de um vereador, graças ao meu excelente desempenho fui privilegiada por outros familiares e recebi elogios e oportunidade de cuidar de outros pacientes adquirindo, assim, experiência. Com o 1º paciente e outros familiares me rondaram e tiveram confiança. Sofro preconceito interno porque no inicio eu me vestia de homem, mas com o tempo os próprios familiares de meus pacientes trouxeram minhas roupas femininas e começei a usá-las no Hospital HPM porque não necessito usar uniforme. Existe o preconceito por parte da administração, pedi para eles postarem meu anúncio como acompanhante em um mural que se encontra no HPM e eles não postaram, estão enrolando a 2 semanas. A crítica sempre existe internamente, pois causei polêmica por ser o 1º travesti a atuar como acompanhante. Eles são obrigados a conviver comigo, a almoçar, a jantar e tomar café.

GCV: Sua familia, como eles te tratam?
Naty Kirley: Minha familia me discrimina e não me apóia até porque eles não admitem a minha homossexualidade. Eu nunca poderia apresentar um parceiro a eles porque a estrutura familiar do interior é antiga, eles não são liberais. Eles não gostam que eu curta festas com roupas femininas e não admitem que eu troque caricias beijos com meu parceiro em público, não gostam nem que eu deixe o cabelo crescer. Se envergonham quando saio na rua de chapinha. Mas estou vencendo as barreiras do preconceito e calando a boca de muita gente, inclusive de meus amigos que dizimam que por eu ser travesti eu não ficaria em nenhum serviço nem por quinze dias.

GCV: Vc acha que é possivel as travestis de Macaé terem uma vida digna igual a sua, sem precisarem se prostituir?
Naty Kirley: Eu tive esta oportunidade primeiramente porque estava disposta a trabalhar em qualquer serviço, não importava o que fosse, queria ter meu dinheiro.
O travesti tem que ter postura e personalidade forte para transmitir confiança ao contratante. Falo como homem, não fico falando de forma afeminada. Essa oportunidade é única, o travesti deve ser determinado e está disposto a trabalhar em qualquer função. Ser humilde e solidário são qualidades que tenho e que as pessoas admiram em mim, sei ser amigo de heterossexuais e respeito muito os meus pacientes.

GCV: Qual a lição que você tira do seu trabalho que pode passar p/ outros homossexuais e travestis?
Naty Kirley: No hospital eles acham que eu me visto de forma indecente. Quando a direção me chamou atenção, disse a eles que o fato de vestir-me com roupas femininas não atrapalhava meu desempenho e meu caráter é o mesmo quando me vistia de homem.
Sabendo lidar comigo eu sou uma ótima pessoa .Temos que ter personalidade forte e saber dialogar.

GCV: Ficamos sabendo que vc foi agredida apos sair do Baile Funk Caldeirão de Rio das Ostras! O que vc tem a dizer para esse agressores?
Naty Kirley: Que eu deveria ser motivo de orgulho para eles. Fui agredida sem direito de defesa e não revidei, eles me chamaram um pouco distante da saída do baile e me perguntaram se eu fumava, se eu cheirava, respondi que não usava drogas, daí o cara me agrediu com socos. Meu nariz sangrou. Me encaminhei ao posto da Guarda próximo do caldeirão para que eles detessem o cara, porque ele iria embora e a queixa deveria ser registrada, eles disseram que não poderiam sair do ambiente de trabalho e não me prestaram socorro e nem enviaram patrulha para deté-los.
Fiquei revoltado com o descaso e a frieza do policial que estava de plantão no sábado (11/10/08), porque eu com o nariz e minhas mão machucadas , ele me disse para me dirigir a delegacia em Costa Azul para registrar.
Quem bate em alguém não está enriquecendo com isso apenas mostrando a fraqueza e a falta de preparo para conviver na sociedade que inclui heterossexuais, gays, lésbicas, negros, etc...

GCV: Vc tem ou está a procura de um amor? Se tiver mande um recado!
Naty Kirley: Estou solteira, carente em busca de um amor. Quero um parceiro que se dedique de corpo e alma a mim. Que não seja afeminado, que queira crescer profissionalmente, seguir uma carreira, ser independente e fiel a mim. Quero um homem que me ame de verdade e não se aproxime por interesse ou somente para me esculaxar.
Me atrai muito os morenos, com corpos bonitos e que estejam dispostos a me assumir não tendo vergonha em trocar caricias publicamente. Quem quiser me conhcer pode entrar em contato pelo ORKUT ou pelo telefone(22) 98128970. Caráter e personalidade é o essencial que busco em um parceiro.

GCV: O que vc achou da Caravana Oficial do Grupo Cores da Vida p/ a Parada Gay do Rio de Janeiro?
Naty Kirley: Achei o ambiente familiar na caravana. Adoraria obter apoio de alguém conhecido para me ajudar a fazer entrevista para o BBB9 se alguém conhecer alguma pessoa ligada a rede me contactem.

GCV: Nos diga uma frase que marcou a sua vida!
Naty Kirley: A fórmula da vitória é: o caráter; a determinação; a humildade e o desempenho.

10 de jan. de 2008

PERSONALIDADE: Denise Madrinha

A personalidade do Mês de Janeiro é a nossa Madrinha da Parada GLBT de Rio das Ostras, muito adorada, fizemos 10 perguntinhas para ela.
Denise tem duas filhas e é casada com Ricardo. Eles são muito adorados pelos Gays da cidade de Rio das Ostras, pois foram as primeiras pessoas a colocarem a cara e investir no Pink Money, com o conhecido e badalado Café Cuba...

ENTREVISTA...
BloGay: Me diga uma palavra que simplifica a Denise?
Madrinha: Lutadora!

BloGay: Como surgiu o Café Cuba?
Madrinha: Surgiu de uma quarta feira que resolvemos fazer GLS, e daí pra frente o Cuba se transformou em Bar Gay.

BloGay: Você já sofreu preconceito por causa do Café Cuba?
Madrinha: Muitos. Infelizmente a sociedade ainda é muito preconceituosa, e ainda teremos que viver muitos anos até que a homossexualidade seja aceita verdadeiramente.

BloGay: Todo mundo fala do tamanho do Café Cuba, mas todos amam o Cuba...Vc tem vontade de muda-lo para outro lugar?
Madrinha: Tenho sim. Mas ao mesmo tempo acho que o Cuba é um lugar muito especial, talvez pela diferença em várias coisas de outros lugares. Por isso temo em mudar, e o Cuba perder a sua característica própria.

BloGay: E uma boate GLS é um dos seus sonhos?
Madrinha: Sim. Adoraria ter uma boate GLS.

BloGay: Política, topa ou não topa?
Madrinha: Topo! Claro que topo! "Denise Madrinha"

BloGay: O que faria em prol dos homossexuais?
Madrinha: Lutar sempre, para que cada um fosse respeitado, em sua opção sexual.

BloGay: Várias pessoas se assumiram depois do Café, o q vc acha? Vc acha isso um impulso positivo?
Madrinha: Acho que sim. Penso que o Café Cuba ajudou um pouco para que as pessoas se assumissem perante a sociedade, e pudessem viver mais felizes.

BloGay: Mande uma frase p/ todos os seus amigos Gays?
Madrinha: Ser feliz!!! Sempre!!! Já inclue tudo não é? rsrs...

PICANTE???
BloGay: Vc já teve alguma esperiência homossexual?
Madrinha: Não. Se tivesse tido ,falaria numa boa!!!

***Conheça mais a Denise Madrinha em seu ORKUT!