14 de jul. de 2008

NOSSO LUTO - NOSSA LUTA

Infelizmente no dia 11/07 tivemos uma perda, uma morte de forma cruel e ignorante, perdemos nossa amiga, nossa irmã, nossa conselheira Marcelle (ORKUT) , que tantas e tantas vezes esteve conosco nos melhores e piores momentos, mas que nunca nos deixou abater.

Nós, da Comunidade GLBT da Região dos Lagos não podemos deixar que isso se torne mais uma estátistica, pois antes de ser travesti, gay ou lésbica SOMOS SERES HUMANOS, Marcelle tinha seu trabalho, sua casa e vida. Ela era pessoa de força, garra e saúde, nunca mereceu perder sua vida de forma tão bruta por pessoas homofóbicas e hipócritas.

Nós pensamos:
"Nós gays que amamos e buscamos a paz, seremos julgados por Deus por somente sermos o que somos? E esses psicopatas que nos agridem fisicamente, verbalmente e brutalmente, a eles o que acontecerá?"

Tomara que DEUS seja justo e que pessoas assim não paguem só lá em cima, mas que se aqui fez, aqui se pague!

UNIDOS E UNIDOS MAIS FORTES SEREMOS!!!
MARCELLE SEMPRE TE AMAREMOS - GRUPO CORES DA VIDA

8 de jul. de 2008

BloGatos do Mês de Julho 2008

BloGata (orkut)
NOME: DALVA DART'S
IDADE: 21 ANOS
NIVER: 16/07
ALTURA: 1,62
SITUAÇÃO AMOROSA: Solteirissima
NASCEU EM: Campinas
ODEIA: Mentiras
ADORA: Amizade
PAR PERFEITO: não existe um modelo de perfeição, com vontade de ambos faz-se a perfeição.
O QUE A ATRAI: O Olhar
E-mail: dalvadarts@gmail.com.br

FRASE IMPACTANTE: "Se você é capaz de sonhar, é capaz de realizar!!!"

BloGato (orkut)
NOME: MAGNO DINIZ
IDADE: 19 ANOS
NIVER: 04/09
ALTURA: 1,78
SITUAÇÃO AMOROSA: Solteiro
NASCEU EM: Espirito Santo
ODEIA: Falsidade
O QUE O ATRAI: Viajar e ir à shows
PAR PERFEITO: Aventureiro liberal.

FRASE IMPACTANTE: "O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas sim, na intensidade com que acontecem...é por isso que existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis como EU!!!"

7 de jul. de 2008

1ª Marcha Religiosa de Rio das Ostras não supera 1ª Parada do Orgulho GLBT

Sábado, dia 05, aconteceu a Caminhada para Jesus, similar a Parada do Orgulho GLBT, que reuniu, no dia 07/10/2007, 23 mil pessoas na Lagoa do Iriri, esses eventos buscam reunir pessoas numa caminhada por respectivos temas, mas com um grande apelo político. Mas as Paradas Gays ocorrem somente nos Domingos, não causando transtornos no trânsito e na cidade, diferente dessa caminhada que iniciou-se na Rua da Feirinha e seguiu pela pista até a frente da loja Dafi, por isso as conduções e veículos tomaram outro rumo deixando pessoas que saiam de seus trabalhos por mais de uma hora no pontos de ônibus, muitos, assim como eu, resolveram ir andando até depois do Costa Azul, nesse caminho, por causa do grande trânsito, presenciamos a colisão de dois veículos na Ponto sobre o Rio das Ostras.
O evento por si foi muito bonito, mas logo no Sábado e no meio da pista, coitado do povo que queria somente ir para casa descansar!!!

2 de jul. de 2008

Relação de Travestis mortas em 2000

Clique aqui e veja a relação das vítimas de pessoas homofóbicas e hipocritas do nosso país, não podemos ficar parados sem lutar e gritar por nossos direitos, pois esse número parece aumentar, no começo desse mês uma travesti foi assassinada à facadas em Macaé, será que prenderam o assassino? creio que não, pois a homofobia não só começa em casa como também está nas pessoas que fingem sempre estar na lei, esses policiais e políticos......... Devemos unidos lutarmos por um mundo mais pleno, justo e melhor!!!


Grupo Cores da Vida,
Grupo de Expressão, de luta e de união!!!!!!

VIDEOS: Som Brasil Cazuza - Homenagem







27 de jun. de 2008

A Batalha de StoneWall: marco do movimento GLBT

Em Nova York, no dia 28 de Junho de 1969 o bar Stonewall-Inn foi local de mais uma rusga policial - mais uma vez sob a alegação de falta de licença para a venda de bebidas - e todos os travestis que se encontravam no bar foram presos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas resolveram resistir, em solidariedade com os presos. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado, os polícias do outro e os travestis presos. Depois de dois dias de confrontos intensos, a polícia desistiu. Esta data fica na história do movimento GLBT como o dia do Orgulho Gay, motivando, em todos os inícios de Verão, paradas e marchas pelo mundo inteiro.

Stonewall era um bar frequentado por gays, lésbicas e travestis em Nova York no final da década de 60 que se destacava dos outros por permitir que os casais de mesmo sexo dançassem à vontade. É claro que, como todos os outros bares do género da cidade, Stonewall estava sujeito a ocasionais rusgas policiais sob um pretexto qualquer - geralmente por falta de licença para vender bebidas alcoólicas. Durante essas rusgas, os polícias além de fechar o estabelecimento, curiosamente, levavam presos todos os homens ou mulheres que estivessem travestidos.No dia 28 de junho de 1969 o bar Stonewall foi local de mais uma rusga policial e todos os travestis que se encontravam no bar foram presos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas resolveram resistir, em solidariedade com os presos. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado e polícias do outro. E travestis, presos. Trecho do Village Voice: "De repente, a polícia chegou e as coisas aqueceram. Três das mais descaradas travestis - todas em drag - foram empurradas para dentro da viatura, tal como o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou incentivando o povo a virar a carrinha da polícia. Nisso, saía do bar uma lésbica, que começou uma briga com os polícias. Foi nesse momento que a cena se tornou explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os polícias..." Quando viram a multidão enfurecida, os polícias refugiaram-se dentro do próprio Stonewall para se proteger. Enquanto os homossexuais começaram literalmente, a atear fogo ao bar. Acoçados, os polícias apontaram extintores e mangueiras, mandando água em direção à multidão furiosa. Logo depois chegaram reforços policiais que tentaram dispersar o grupo rebelde. Mas de nada adiantou: o pessoal não saiu dali e voltou a se agrupar para vaiar os polícias atirando pedras, tijolos, garrafas e ateando fogo nas latas de lixo. Quando finalmente conseguiu acalmar a situação, a polícia voltou para a esquadra com um saldo de 13 presos. No dia seguinte os polícias voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das rusgas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos polícias e mais uma vez a polícia investiu contra os manifestantes. Os homossexuais contaram com a solidariedade dos habitantes locais e tudo só acabou com a decisão do Presidente da Câmara de acabar com a violência policial.No terceiro dia, um domingo, as coisas pareciam ter voltado ao normal e o bar Stonewall foi reaberto. Os seus clientes habituais voltaram, a polícia deixou-os em paz por um tempo e os jornais acabaram por se ocupar de outros assuntos. Mas na verdade tudo havia mudado. A partir daquele dia, aqueles gays, lésbicas e travestis perceberam que nunca iriam ser aceitos pela sociedade se ficassem apenas à espera e a depender da boa vontade da sociedade. A rebelião mostrou que a atitude que deveria ser tomada era a do enfrentamento. O discurso mudou. Nada mais de pedir para ser aceito: era preciso exigir respeito.
Foi assim que nasceu o Dia do Orgulho Gay, coincidentemente, no mesmo dia em que morreu Judy Garland, ícone máximo da comunidade gay que, em "O Feiticeiro de Oz", sonhava com um mundo melhor, além do arco-íris:


"Somewhere, over the rainbow, way up high,
There's a land that I heard of once in a lullaby.
Somewhere, over the rainbow, skies are blue,
And the dreams that you dare to dream really do come true."